Dry-martini, a revelação
“Se me permitem, vou dar a minha receita pessoal, fruto duma longa experiência, com a qual obtenho sempre um êxito bastante grande.
Coloco todos os elementos necessários dentro do frigorífico, no dia anterior ao da vinda dos meus convidados: os copos, o gim, o batedor. Tenho um termómetro que me permite verificar se o gelo está a uma temperatura de cerca de vinte graus abaixo de zero.
No dia seguinte, quando os meus amigos já chegaram, pego em tudo o que preciso e, sobre o gelo muito duro, deito primeiro, algumas gotas de Noilly-Prat e uma meia colher de café de angustura. Agito tudo e, depois, esvazio. Só deixo o gelo, que tem agora ligeiro vestígio de dois perfumes e, sobre ele, verto o gim puro. Agito ainda um pouco e sirvo. É tudo, mas não há nada melhor."
O meu último suspiro, Luís Bunuel, Distri Editora, 1982
Coloco todos os elementos necessários dentro do frigorífico, no dia anterior ao da vinda dos meus convidados: os copos, o gim, o batedor. Tenho um termómetro que me permite verificar se o gelo está a uma temperatura de cerca de vinte graus abaixo de zero.
No dia seguinte, quando os meus amigos já chegaram, pego em tudo o que preciso e, sobre o gelo muito duro, deito primeiro, algumas gotas de Noilly-Prat e uma meia colher de café de angustura. Agito tudo e, depois, esvazio. Só deixo o gelo, que tem agora ligeiro vestígio de dois perfumes e, sobre ele, verto o gim puro. Agito ainda um pouco e sirvo. É tudo, mas não há nada melhor."
O meu último suspiro, Luís Bunuel, Distri Editora, 1982
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