3 de setembro de 2007

Ser

Há um caminho, assinalado deste modo:
O Ser nunca nasce e nunca morre;
Firme, imóvel, não permitirá nenhum fim
Nunca foi, nem será; sempre presente,
Uno e contínuo. Como poderia nascer
Ou de onde poderia ter-se criado? Do Não-Ser? Não-
Isso não pode diser-se nem pensar-se; não podemos sequer
Chegar a negar que é. Que necessidade,
Anterior ou posterior, poderia o Ser do Não-Ser fazer surgir?
Portanto, tem inteiramente de ser ou não.
Nem ao Não-Ser irá a crença atribuir
Qualquer progenitura além de si mesmo [...]

Parménides

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