21 de agosto de 2006
17 de agosto de 2006
14 de agosto de 2006
10 de julho de 2006
Patriotismo!
Como chegaram a isto?
Seguraram o vocábulo banindo o seu conceito.
Reverência e estima não são sinónimas.
Não seriam a fraternidade e o bem-querer que vos deveriam juntar?
Aclamais uma nova divindade que vos criaram à medida.
Não enxergais o engodo?
E amanhã, como vos reconhecereis quando vos devorareis?
Não entendo a estratégia, nem descubro os proveitos.
Estes compatriotas...
17 de Junho de 2006
Publicada por carlos.f à(s) 23:50 0 comentários
Temporário
temporário, adj. que dura só certo tempo; provisório; passageiro; transitório. (Lat. temporarìu) .
Publicada por Rous à(s) 12:05 0 comentários
17 de junho de 2006
Uma oração e Lisboa

Lisboa
Alguém diz com lentidão:
"Lisboa, sabes..."
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.
Eu sei. E tu, sabias?
Eugénio de Andrade, "Coração do dia" in Poseia, Ed. Fundação Eugénio de Andrade
Publicada por Monda à(s) 14:25 0 comentários
14 de junho de 2006
Profissão de fé
O tempo da nossa vida é curto e cheio de aborrecimentos; não há remédio contra a morte do homem, e nunca se conheceu ninguém que tivesse regressado do sepulcro.
Porque nascemos à aventura, e de resto seremos como se não tivéssemos sido, e porque o sopro das nossas narinas não passa de um bafo e a nossa palavra é como uma efémera faísca que parte do nosso coração, a qual, uma vez apagada, fará do nosso corpo cinza, e o espírito será dissipado como uma réstia de ar subtil.
O nosso nome será esquecido com o tempo, e ninguém se lembrará das nossas acções, e a nossa vida passará como um rasto duma nuvem, e dissolver-se-á como uma neblina apanhada pelos raios de sol, e abatida pelo seu calor.
Porque o nosso tempo é como uma sombra que passa, e não é possível retirar o pé do nosso fim, porque ele está lacrado, e nada o fará escapar.
Vinde então, e acolhei os bens que possuímos. Apressemo-nos a servirmo-nos das criaturas e da juventude.
Saciemo-nos com o melhor vinho e os melhores perfumes e não permitamos que murche a flor da temporada.
Coroemo-nos de botões de rosa antes que desbotem.
Que não haja ninguém entre nós que não participe dos desregramentos, deixemos por todo o lado as marcas do prazer, porque é aí que reside o nosso quinhão e o lote da nossa herança.
Extraído livremente do livro da Sapiência (II 1 a 9)
Publicada por carlos.f à(s) 15:44 0 comentários
13 de junho de 2006
26 de maio de 2006
Nenhum drama, só coisas (91-92-93)
(91)
Um enigma?
Sempre algo de misterioso, ininteligível...
A satisfação do injustificável!
(92)
Uma certa consciência, uma certa ideia de existência...
...nada de racional,
Concordo.
(93)
Uma certa fantasia, um certo caminho...
Ah! Ah! Ah!
Uma renuncia à própria existência!
Publicada por carlos.f à(s) 20:17 0 comentários
Séries Nenhum drama - só coisas





